O uso de ambientes virtuais de aprendizagem nos cursos a distância tem desafiado a criatividade dos professores para criar estratégias pedagógicas que garantam a aprendizagem do aluno. Embora as dificuldades com o uso de ambientes virtuais sempre perpassem a questão do desenho didático, sabemos que os alunos não encontram qualquer dificuldade ao usar as redes sociais. Exatamente nesse contexto, foi criado a rede educacional Redu, com o objetivo de integrar os aspectos de gestão e controle dos ambientes virtuais com a flexibilidade das redes sociais. Eu gosto muito da funcionalidade do Redu, a navegação é bem intuitiva, o visual é clean, as possibilidade de interação são bastante interessantes, mas você pode conferir isso tudo visitando o ambiente. Nas últimas semanas foi publicado o livro Educar com o Redu, abordando aspectos conceituais e práticos sobre o uso do ambiente Redu como espaço de mediação e aprendizagem. O livro está dividido em sete capítulos e já na introdução encontramos o conceito de softwares sociais no contexto educacional, nos ajudando bastante na construção dos fundamentos para o uso de novas plataformas de aprendizagem. O livro também aborda questões como fenômenos cognitivos, métodos e técnicas de ensino, novas situações de ensino de aprendizagem, processo de aprendizagem e avaliação utilizando o Redu. O livro é organizado pelo Professor Alex Sandro Gomes e está disponível para download gratuito. Respire novos ares e boa leitura!
sábado, 28 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Notas sobre a inclusão digital nas escolas
A distribuição de laptops e tablets nas escolas vem provocando debates acalorados sobre o sucesso ou fracasso das práticas governamentais para promover a inclusão digital nas escolas. O histórico das políticas públicas de inclusão digital no Brasil indicam ações distribuídas em duas frentes distintas: uma que pretende realizar a inclusão digital em telecentros localizados na periferia das cidades e a outra é a inclusão digital dentro das escolas. A primeira frente apresenta um perfil voltado para a cidadania, com foco no protagonismo juvenil, na diversidade e na produção cultural das comunidades nas quais os telecentros estão inseridos. É o caso dos programas de inclusão digital como os Pontos de Cultura, Estações Digitais, Casa Brasil etc. As ações de fomento da inclusão digital dentro das escolas buscam um objetivo formador, inserindo aspectos do letramento digital nas ações pedagógicas. As duas frentes apresentam objetivos distintos e encontram inúmeras dificuldades em sua própria especificidade. Ambas necessitam de uma análise profunda das suas ações e uma avaliação cuidadosa dos seus erros e acertos, mas o meu interesse aqui é abordar como o público alvo dos programas de inclusão digital tem se apropriado das propostas. Na maior parte dos casos, a apropriação tem sido muito diferente do que foi planejado inicialmente. Os resultados qualitativos tem indicado que apesar da intencionalidade no direcionamento das políticas de inclusão digital - que insistem em orientar o usuário na sua apropriação do equipamento e nos percursos de navegação - as pessoas que participam desses programas tem dado a palavra final. São elas que estão, efetivamente, dizendo o que querem fazer com o acesso à Internet e o uso dos equipamentos disponíveis (câmeras digitais, filmadoras, som etc). Essa reação dos supostamente "excluídos digitais" deveria servir como uma pista importante para o redirecionamento dos projetos de inclusão de digital e, sobretudo, para que possamos pensar a tal inclusão a partir da perspectiva dos que a desejam e a reivindicam. Um exemplo interessante é o Programa Um Computador por Aluno (PROUCA) do governo federal. O PROUCA distribuiu laptops nas escolas públicas e, embora o seu uso pedagógico ainda seja bastante incipiente, o processo de inclusão digital dos alunos aconteceu. As pesquisas iniciais mostram que independente dos professores, das orientações e de qualquer tipo de formação, os alunos rapidamente se apropriaram das ferramentas existentes no laptop e passaram a navegar com bastante propriedade. Para algumas pessoas não é suficiente, já que é preciso qualificar melhor o tipo de inclusão que está acontecendo, mas eu considero que qualquer tipo de inclusão digital é sempre melhor do que nenhuma.
domingo, 11 de março de 2012
Defesa no CIn/UFPE

Eu costumo comentar e elogiar os meus alunos aqui no blog como uma forma de reconhecer o esforço e divulgar o trabalho que exigiu noites em claro e muito esforço para ser concluído. Eu já participei de várias defesas excelentes, mas não me sinto à vontade para comentar aqui no blog porque o momento de avaliação na banca é muito pontual e eu poderia não captar toda a dimensão do esforço do aluno no meu texto. Abrindo uma exceção, hoje vou comentar a defesa de um aluno de outro programa de pós-graduação e orientando de outro professor. Sexta-feira participei da defesa da dissertação de Marcello Mello, intitulada Visualização de atividades em jogos digitais para fins de avaliação, no Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação (CIn/UFPE). A pesquisa foi orientada pelo Professor Alex Sandro Gomes e teve como co-orientadora a Professora Dilma Tavares Luciano. Apenas para contextualizar: o mês de março costuma ser implacável com os professores da pós-graduação, praticamente todas as defesas acontecem ao mesmo tempo. Nas últimas semanas eu li doze dissertações e confesso que é inevitável não bocejar depois do décimo referencial teórico com os mesmos autores. Por isso mesmo o trabalho do Cello me surpreendeu: ele conseguiu relacionar os teóricos que discutem o uso de jogos na educação com coerência e equilíbrio, fez um esquema muito interessante para resumir a metodologia e apresentou uma ferramenta de visualização da avaliação dos jogos usados pelos professores na plataforma Amadeus com foco nas dificuldades dos professores. Oi? É isso mesmo, o foco da contribuição do trabalho do Cello é transpor os obstáculos que os professores encontram ao usar as ferramentas digitais como estratégia pedagógica. A ideia é que o professor possa visualizar graficamente o desempenho obtido pelos alunos nos jogos utilizados como atividade no AVA (como o tempo de jogo, número de partidas, desempenho etc). Os modelos de visualização propostos no trabalho são muito interessantes: tree (que os professores odiaram!), bubles, tags... Pausa para comentar sobre a visualização em nuvem de tags: eu só descobri que a nuvem se movia igual ao que eu tenho aqui no blog durante a apresentação (que foi brilhante). Ficou lindo e é óbvio que essa foi a visualização preferida dos professores. Assim que o trabalho estiver disponível no site do CIn vou colocar o link aqui no blog. Parabéns ao Cello e seus orientadores, Professor Alex e Professora Dilma! Só tenho a agradecer o convite para participar desse momento.
sábado, 10 de março de 2012
Dia internacional da mulher
Sim, eu sei que estou atrasada para comentar a data, mas fui atropelada pelo trabalho durante a semana. Além da minha desorganização na administração do tempo, qualquer coisa que eu escrevesse sobre o dia internacional das mulheres seria redundante, quem acompanha o blog consegue ter uma ideia do que eu enfrento como professora e mãe de três filhas. Aliás, o fato de ser mãe de três filhas (duas já moças e na luta para fazer valer os seus direitos) e professora do curso de Pedagogia tem reforçado bastante a minha percepção da necessidade de fortalecermos a luta pelos direitos das mulheres. Vale a pena ler os textos maravilhosos sobre a nossa luta em blogs como o da Srta Bia (a feminista lambateira tropical mais fofa da rede), o Blog da Lola e o da Cyntia Semíramis. Diante de tanta luta, é muito bom saber que a tecnologia e o compartilhamento de informações tem ajudado nas denúncias e na reafirmação do papel da mulher em nossa sociedade. O vídeo abaixo (vi primeiro no Blog do Mello) é inquietante demais e um exemplo de como precisamos fortalecer a nossa rede de compartilhamento, disseminação das informações e solidariedade.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Uma defesa perfeita
Hoje foi um dia realmente especial, daqueles que vou lembrar por muitos anos como um exemplo de um dia agradável e perfeito. A manhã começou com a defesa da dissertação da minha orientanda querida, Dagmar Heil Pocrifka. A pesquisa que ficou com título final "A inclusão digital de professores nas políticas públicas no Estado de Pernambuco", apresentou três políticas de inclusão digital: o Professor Conectado (esfera estadual), Professor.com (esfera municipal-Recife) e UCA (esfera federal). A análise de dados contemplou os documentos oficiais dos três programas e as entrevistas realizadas com 30 professores, utilizando o software Atlas TI para a análise de conteúdo. A pesquisa iniciou com a escolha de três categorias a priori fundamentadas na proposta de Warschauer: equipamento, conectividade e letramento. Durante a pesquisa surgiram elementos novos e surpreendentes para nós como a gestão, a usabilidade e o conhecimento do programa que foram elencados como categorias a posteriori. A conclusão final do trabalho foi que a inclusão digital não acontece, de fato, nos programas governamentais de inclusão digital porque os professores que realmente precisam da inclusão continuam à margem do processo, enquanto os que já estão incluídos encontram subsídios para melhorar a sua apropriação tecnológica.
A banca foi formada por professores brilhantes e queridos que deram excelentes contribuições para o trabalho: Sérgio Abranches (UFPE), Sônia Pimenta (UFPB) e Dilmeire Vosgerau (PUC-PR) que co-orientou o trabalho em uma parceria maravilhosa. Trabalhar com Dagmar foi uma das melhores experiências que já tive como orientadora e não poderia deixar de elogiar a sua persistência, comprometimento e capacidade de trabalho.
Ela trabalhou muito e todo o seu esforço foi reconhecido na fala dos professores durante a banca de defesa. É uma pena que o processo de construção da pesquisa não apareça no resultado final e por isso mesmo eu gosto de falar sobre o desempenho do aluno na pós-graduação durante os dois anos de luta. Alguns alunos aproveitam ao máximo a sua formação no mestrado e conseguem sair do curso realmente estruturados e prontos para qualquer desafio da carreira acadêmica. Dagmar, sem sombra de dúvida, faz parte desse grupo. Depois da defesa, fomos almoçar na Oficina Brennand e conversamos tanto que qualquer observador pensaria que era o encontro de cinco amigas de infância que precisavam colocar em dia o assunto de uma vida inteira apenas durante um almoço!
Acabamos comemorando a defesa de Dagmar e o meu aniversário antecipadamente, arrematando o almoço com uma sobremesa maravilhosa que envolvia banana frita, sorvete e paçoca (sim, é para ficar com água na boca mesmo!). Um dia como esse me faz acreditar que a vida merece ser vivida de forma plena e que somos realmente pessoas privilegiadas quando conseguimos reunir ao nosso redor pessoas interessantes, com energia positiva em nível máximo e que realmente gostam de nós. Parabéns, Dag! Você merece!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O unicórnio de porcelana
Blade Runner marcou a minha geração antes mesmo de virar cult. Eu assisti pela primeira vez na sessão da meia-noite no cinema da UFF. O simbolismo das dobraduras de unicórnio e a sua relação com a identidade do protagonista (Deckard)era um desafio para a nossa compreensão sobre o enredo. Muitos anos depois, o jovem americano Keegan Wilcox conseguiu apresentar um tema já batido como o nazismo de forma delicada e inusitada. O curta foi premiado no concurso Parallel Lines: Tell it Your Way (linhas paralelas: conte da sua maneira), lançado pela Philips. Curiosidade: Ridley Scott foi um dos julgadores do prêmio.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Amamos David Harvey

Sim, é isso mesmo que vocês leram: eu A-M-O David Harvey. E não é um amor qualquer: já estamos juntos desde 1993! Ele foi fundamental para sustentar teoricamente a minha dissertação e "A condição pós-moderna" foi o meu livro de cabeceira por muitos anos. Harvey construiu uma relação perfeita entre o padrão de acumulação fordista e a acumulação flexível na perspectiva da pós-modernidade. Não satisfeita em usar e abusar do meu geógrafo querido no mestrado, trouxe o seu pensamento para a minha tese de doutorado também. Hoje eu descobri que o meu autor querido vai fazer várias conferências no Brasil, exatamente na semana do meu aniversário! "O geógrafo britânico David Harvey acaba de confirmar visita ao Brasil, a convite da Boitempo Editorial, para realizar as conferências de lançamento do livro "O enigma do capital e as crises do capitalismo". Serão três dias de eventos em universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: na segunda-feira, dia 27/02, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Harvey no Teatro TUCA; na terça-feira, dia 28/02, é a vez da Universidade de São Paulo (FAU-USP); e na quarta-feira, dia 29/02, o autor marxista se apresenta na Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ).Todos os eventos são gratuitos e sem necessidade de inscrição". Eu tenho duas bancas nos dias 28 e 29, mas estou seriamente pensando em simular um ataque cardíaco ou uma abdução alienígena para ir ao evento. Só não vou fazer isso porque tenho certeza de que eu não aguentaria a emoção e faria um pedido de casamento (na lata!), mas vocês que são normais e não deliram com amores platônicos por seus autores favoritos, podem aproveitar. Depois, me matem de inveja com os detalhes!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Primeira dissertação defendida

Dia especial: depois de dois anos com muito suor, sangue e lágrimas, o meu querido orientando, José Severino da Silva, defendeu a sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática e Tecnológica. A dissertação intitulada A AÇÃO DOCENTE NA EAD: A MEDIAÇÃO DO TUTOR ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA discute a ação da tutoria presente nos documentos oficiais e a prática relatada no discurso dos sujeitos entrevistados. Atualmente eu tenho cinco orientandos em atividade e o José foi o primeiro a defender. A minha tensão ontem era quase insuportável, mas hoje eu estava tranquila para apoiar e segurar as pontas da vítima do meu aluno.
Tivemos a honra de contar com a presença dos professores João Mattar e Patrícia Smith na banca examinadora. Os dois deram contribuições muito valiosas para o resultado final da pesquisa. Quero agradecer especialmente ao Professor João Mattar por ter acompanhado a pesquisa de perto e apoiado o meu orientando com grande generosidade e carinho. Muito obrigada! A formalidade da tortura defesa exige que o aluno apresente o seu trabalho, ouça as considerações da banca e responda aos questionamentos feitos. Fiquei muito orgulhosa e a sensação de dever cumprido se misturou um pouco com a tristeza por ter encerrado uma etapa que demandou dois anos de convivência estreita e trabalho árduo. José foi um aluno dedicado e um orientando comprometido que conseguiu inserir as suas qualidades no resultado do seu trabalho. Ele merece não apenas o reconhecimento pelo seu esforço, mas todo o sucesso que a sua pesquisa trouxe para a sua vida profissional.
A grande vantagem da orientação na pós-graduação é observar o amadurecimento no pensamento científico dos nossos alunos. Invariavelmente, eles começam o mestrado dizendo "eu acho que..." e terminam com "eu pesquisei e obtive os seguintes dados". Parece pouco, mas para quem está na linha de frente das orientações, conseguir esses pequenos milagres exige muita disposição, paciência e compreensão. A melhor parte da defesa foi ler a ata final com o resultado da avaliação da banca: APROVADO!
# As fotos foram tiradas por Josivânia Freitas (minha orientanda também) que foi apoiar o amigo querido hoje. Obrigada, Josi!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Férias!!!!
domingo, 4 de dezembro de 2011
Artigo publicado na Revista Logos (UERJ)

Publiquei um artigo junto com a professora Thelma Panerai Alves sobre a apropriação tecnológica e cultura digital, no contexto das mudanças que ocorrem com a inserção da tecnologia em lugares periféricos. O artigo intitulado Apropriação tecnológica e cultura digital: o Programa Um Computador por Aluno no interior do Nordeste brasileiro, foi publicado na Revista Logos, VOL. 18, No 1 (2011), Dossiê - O estatuto da cibercultura no Brasil, da UERJ. A Revista Logos é a revista científica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ. Publica textos de mestres e doutores e busca oferecer uma oportunidade especial de reflexão sobre a complexidade da comunicação contemporânea e fenômenos de mídia, com base em uma ampla gama de perspectivas disciplinares e de investigação teórica e empírica. A Revista publica artigos originais e ensaios de ambas as ciências sociais e humanas e inclui contribuições nas áreas de comunicação, mídia e estudos culturais, bem como sociologia, antropologia, filosofia, economia e política e ciências da informação. A publicação apresenta vários artigos interessantes sobre o tema, como, por exemplo, a escola do futuro, o universo ficcional de Lost, avatares em jogos, webjornalismo etc. A revista é indexada em Latindex . Sumarios.org . Univerciência . Doaj (Zzzzzz,não tenho a menor ideia do que seja, mas parece importante... Rá! É brincadeira, é claro!). Além de todo o conteúdo interessante, preciso dizer (em um raro momento de futilidade): a capa ficou linda!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
UEADSL

Eu tenho um orientando que é militante do software livre e está pesquisando o uso do SL na educação básica, através do Programa Um Computador por Aluno. Ele me apresentou (virtualmente) a professora Ana Cristina Fricke Matte e fiquei conhecendo o grupo de pesquisa Texto Livre, da UFMG. No último domingo, participei do evento Universidade, EAD e Software Livre, realizado através de atividades assíncronas no blog do grupo de pesquisa. O tema da mesa redonda da qual eu participei foi "Como você vê o futuro da EAD na universidade pública brasileira?" Junto com a professora Ana Cristina Fricke Matte, Marcelo Pires Dias, Sthenio Magalhães e Telma da Silva Barbosa, publicamos textos sobre o tema e interagimos com os participantes através dos comentários do blog. Nas coincidências virtuais, encontrei Sthenio (mestrando do Edumatec e meu aluno na disciplina de Introdução à EaD) participando da mesa redonda sem ter conversado nada sobre isso com ele. Essa tal de rede mundial de computadores é mesmo uma aldeia... Foi uma experiência muito interessante, é muito bom saber que existe uma discussão na academia sobre a apropriação do conhecimento e o uso do software livre. As boas indicações do Lenon estão fazendo com que eu seja uma orientadora (quase) tolerante e fofa. Valeu, Lenon! :D
domingo, 13 de novembro de 2011
Educere (e outros eventos)

A minha viagem para Curitiba foi uma correria. Fui para o X Congresso Nacional de Educação – Educere (evento promovido pela PUC-PR) e foram quatro dias de muitas discussões com foco na profissionalização docente. Participei na quarta-feira da mesa sobre o uso do Atlas TI na análise de dados com a Professora Dilmeire Vosgerau (PUCPR), Professor Ricardo Mendonça (UFPE) e as mestrandas do Edumatec, Dagmar Pocrifka (minha orientanda) e Tânia Queiroz (orientanda da Professora Patrícia Smith). As meninas arrasaram! A possibilidade de uso da análise de imagens com o Atlas TI, apresentada pelo professor Ricardo, é muito interessante. Como dizia uma antiga professora minha, é uma análise que dá samba de primeira qualidade. Paralelamente ao evento da PUC-PR, estava acontecendo também o IV Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR). Fui até lá acompanhar a apresentação da minha orientanda na comunicação oral coordenada pelo Professor Sérgio Abranches (UFPE). Ela fez uma apresentação bem criativa usando o blog como ferramenta e mostrou alguns resultados da sua pesquisa de mestrado. Quando ela já estava terminando a apresentação, entrou um sujeito na sala que resolveu questionar os aspectos metodológicos do trabalho de forma bem agressiva. A concepção de pesquisa qualitativa dele é muito diferente da minha e só mesmo muitos anos de treinamento zen budista nas montanhas do Himalaia para evitar que eu agarrasse o sujeito pelo pescoço! Felizmente, eu tinha o show do Pearl Jam à noite para me livrar do estresse... Na quinta-feira, fui fazer uma palestra para professores em Araucária e voltei correndo para o evento para apresentar outro trabalho (em coautoria com a minha querida Thelma Panerai). Sinceramente, acho que não tenho mais idade para aguentar tanta agitação, saí da PUC me arrastando e fiquei tão cansada que não consegui dormir direito. Por favor, só me convidem para outro evento no ano que vem!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
ESUD 2011
Na primeira semana de outubro, participei do VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância-ESUD 2011 que aconteceu na lindinha Ouro Preto-MG. O evento foi muito interessante, várias discussões que estão acontecendo em esferas menos formais sobre os problemas da EaD no Brasil foram sintetizadas e aprofundadas no evento. O tema central foi "A EAD e a transformação da realidade brasileira" e escolhi participar do GT6 que abordou a institucionalização da EaD. O grupo discutiu os pontos que deveriam ser inseridos na carta final de Ouro Preto e fiquei surpresa com a preocupação de todos sobre a função docente da tutoria e a necessidade de se consolidar relações de trabalho menos precarizadas para os tutores. Todas as preocupações colocadas pelos professores que fazem a EaD acontecer no país indicam a necessidade urgente de mudanças no sistema UAB. Não é mais apenas uma presunção ou mera discordância, é fato que do jeito que as coisas estão, não é mais possível continuar. Além das discussões sérias e bastante produtivas, foi inevitável colocar os bofes para fora no sobe-desce ladeira da cidade, se emocionar com a paisagem e morrer de frio com a umidade e temperaturas baixas (meu Deus, já é outubro e ainda temos que morrer de frio em Minas?). Foi tudo muito bem organizado e é possível acessar os anais do evento no site, coisa rara nos eventos, mesmo os que são patrocinados por órgãos públicos. A organização do ESUD 2011 deu um passo muito importante para a democratização do acesso aos trabalhos apresentados em eventos científicos. Já está na hora das Universidades repensarem as suas políticas de acesso e compartilhamento. O artigo que apresentei no evento - "O PAPEL DA UNIREDE NA CONSTRUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EAD NO BRASIL" - também está disponível lá. Pesquisadores em EaD, aproveitem!
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Eleição para o Centro de Educação da UFPE

Hoje foi o lançamento da campanha da chapa Avançar com compromisso social, dos professores Zélia Porto e Sérgio Abranches para a direção do Centro de Educação da UFPE. Eu fico muito orgulhosa em apoiar uma mulher para a direção do Centro, já que somos minoria nos cargos das universidades públicas. Os dois apresentam uma trajetória pautada na seriedade, experiência e no compromisso com uma gestão democrática e compartilhada. Além do excelente currículo, os dois são pessoas muito queridas no Centro de Educação e fazem uma dupla perfeita! Como uma pesquisadora do campo dos Estudos Culturais, adorei encontrar na proposta a preocupação os saberes estéticos e culturais, o desenvolvimento de ações afirmativas, os saberes identitários de grupos sociais e étnicos e dos movimentos sociais. A proposta está consistente e busca responder ao muitos anseios dos alunos, professores e funcionários do CE. O site Avançar com compromisso social está lindo e vocês poderão encontrar várias informações sobre a proposta e os candidatos. O espaço para depoimentos permite que qualquer pessoa deixe registrado o seu apoio, sugestões e questões para os candidatos. Vale a pena conhecer a proposta os candidatos e o site!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
EducaRed 2011

Está acontecendo o IV Encuentro Internacional EducaRed 2011, promovido pela Fundação Telefônica. O tema da atual edição é “Actitud 2.0 Aprender es compartir” e o objetivo do evento é conectar os professores e potencializar as relações entre os docentes, líderes e redes no contexto da Web 2.0. "O programa é dividido em blocos de acordo com os perfis, interesses e necessidades do público, para que eles possam adequar sua agenda para participar do evento, escolhendo aquelas sessões, debates, palestras e experiências nas quais desejam participar". É uma oportunidade única de participar de um evento online que apresenta as discussões mais atuais sobre o uso das tecnologias digitais na Educação e, principalmente, focar a discussão na necessidade de todos os educadores mudarem a sua atitude em busca do compartilhamento do conhecimento. Vou colaborar com o evento mediando o fórum "Relações entre o Verbal, Visual e Sonoro na Era Digital: a influência dos novos suportes?". No site do evento, após a inscrição, é possível convidar amigos, inserir materiais, assistir palestras, entre muitas outras atividades. Aproveitem e espero encontrar vocês todos lá!
Seleção para o mestrado do Edumatec/UFPE
Estão abertas as inscrições para o mestrado em Educação Matemática e Tecnológica - Edumatec, da Universidade Federal de Pernambuco. O programa oferece 30 vagas distribuídas em três linhas de pesquisa: Linha de Educação Tecnológica 10 (dez) vagas, Linha de Didática da Matemática 8 (oito) vagas e Linha de Processos de ensino aprendizagem em Educação Matemática e Científica 12 (doze) vagas. As inscrições estão abertas até o dia 10 de outubro e as orientações estão disponíveis no edital. A professora histérica e sobrecarregada que escreve neste blog (eu mesma!) está oferecendo duas vagas (não é corpo mole, estou com sete orientandos no momento). Os meus temas de interesse são educação a distância, redes sociais, hipertexto, inclusão digital, aprendizagem em rede e o uso de tecnologias na formação de professores. Quem ficou interessado, precisa correr!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Hiperdidática e Paleoclube

O sonho de consumo de todo professor que acredita em seu trabalho é encontrar alunos interessados, comprometidos e especiais que ousam ir muito além do que pretendemos ensinar. A Amanda Costa é uma aluna assim (ou melhor, ex-aluna porque já terminou o seu curso de Pedagogia), cria do nosso grupo de pesquisa GENTE. No semestre passado, costumávamos almoçar juntas todas as quartas e quem estivesse ouvindo ( ou bisbilhotando) as nossas conversas durante o almoço, ficaria surpreso com o nível do debate e jamais acreditaria que ela era uma aluna de graduação. Não estou enchendo a bola dela porque fui sua orientadora ou coisa parecida, a nossa relação é mesmo de professora e aluna. Sou uma grande admiradora do seu trabalho porque ele reúne as ferramentas tecnológicas e o conceito de educação na mesma medida. Tenho o maior orgulho em divulgar a sua produção e vou falar sobre dois sites criados por Amanda: um é o Paleoclube, um museu virtual interativo que tem como objetivo "apresentar informações provenientes dos estudos paleontológicos (especialmente da Paleobiologia) primando pelo rigor científico e utilizando recursos multimídia (textos, figuras, vídeos, animações), com linguagem didática e arquitetura de informação focada na otimização do processo de aprendizagem". A minha filha de seis anos adora a "moça que explica tudo sobre os dinossauros" com a voz da Amanda, é claro! O outro site chama-se Hiperdidática, "um espaço para o desenvolvimento experimental de conteúdos educativos apoiados em hipermídia e, ao mesmo tempo, de divulgação e problematização do próprio quadro teórico que orienta a produção da hipermídia pedagógica, além de outros estudos que se relacionem com a temática das mídias digitais". Os dois trabalhos são excelentes indicadores das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias em benefício da aprendizagem e do compartilhamento de informações. Vale a pena conferir e refletir!

